Geneterapia Contra AIDS

Complexo Triplo de DNA

Complexo de três dedos-de-zinco + DNA

A ciência dá mais um passo importante no campo da engenharia genética.

Conclusão: células T saudáveis modificadas por uma enzima específica protegem-se contra invasão viral fatal.

Mutação do gene CCR5 reduz a sua fórmula algébrica proteica superficial nos linfócitos T, a qual é necessária, por inteiro, para que o vírus da AIDS entre nessas células do sistema imunorológico.

Isso foi possível através da tecnologia de alinhamento de seqüências em proteínas de dedo-de-zinco presentes naturalmente em seres humanos.

Simplificando, é como se células brancas de repente, digamos, mudassem de “código de acesso” dando erro de leitura ao vírus HIV que tentasse penetrar nelas e daí não conseguisse entrar.

São as primeiras tentativas em fazer com que células T modificadas de uma pessoa infectada com HIV reajam a seu favor. As experiências em ratos mostraram sensível redução da carga viral da imunodeficiência com o uso desses domínios proteicos ionizados com zinco em células T geneticamente mofificadas.

Os estudos foram conduzidos pela Dra. PhD e MD Elena Perez e seus colaboradoresda da Universidade da Pensilvânia, EUA, respeitado centro de estudos em geneterapia inclusive contra câncer, e publicados no Nature Biotechology.

Algumas pessoas nascem com uma mutação no seu gene CCR5 e portanto não têm um receptor CCR5 ativo na superfície das suas células brancas T. Isso explica o fato desses indivíduos raros serem imunes à infecção do HIV e aparentemente não são afetados pela proteína CCR5 não funcional. A pesquisa com dedos-de-zinco visa imitar esta imunidade natural.

Normalmente, proteínas de dedo-de-zinco, ou zinc fingers, unem-se a diferentes bases na seqüência de DNA para regular a atividade de genes. As proteínas usadas neste experimento foram designadas a unirem-se a específicas seqüências de DNA no gene CCR5. Este é um dos receptores de superfície bicelular necessários ao HIV para conseguir entrar numa célula T a fim de replicar.

Neste estudo, a proteína de dedo-de-zinco produz uma enzima de DNA ao gene CCR5 para reduzir uma porção de sua seqüência. Mas próprio ao precesso de reparação, uma nova mutação surge na proteína CCR5, convertendo-a em não funcional. Sem uma proteína CCR5 funcional na superfície da célula, o HIV não pode entrar, presumidamente levando-a a resistir contra infecção do HIV.

Dedo-de-zinco

Dedo-de-zinco

Os pesquisadores demonstraram este processo numa cultura celular e num rato de laboratório. Na parte animal do estudo, os investigadores usaram células humanas saudáveis T CD4 e adicionaram DNA que expressam pela álgebra genética o alinhamento de seqüências das proteínas de dedo-de-zinco, o qual modifica o co-receptor CCR5. Eles desenvolveram as células geneticamente modificadas em frascos de cultura de tecidos e posteriormente transferidos para ratos imunodeficientes infectados com HIV. ” Nós os acompanhamos continuamente e mostraram que aqueles ratos que receberam as células tratadas com proteína de dedo-de-zinco apresentaram menos carga viral que outros e melhoraram a contagem de CD4″, afirma Perez.

Agora os pesquisadores planejam uma experiência em humanos na qual células T de pacientes com HIV seriam extraídas e seu gene CCR5 geneticamente modiicado. Esses linfócitos T poderiam então ser reintroduzidos nos pacientes para restabelecer seu sistema imunorológico e diminuir sua carga virual.

Realmente, a engenharia genética tem vislumbrado novos horizontes visando tratamento ou mesmo cura de doenças graves. Sem dúvida, a bioinformática tem dado grande contribuição à medicina pois está presentes em vários avanços científicos.

Petrosky

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