A Vez do Sertão

Home VoIP“Uai Sô, se bobear a gente faz, ué!”

VoIP combinado com outras tecnologias fazendo a diferença neste caso.

Pois bem, é comum pensarmos em Internet e logo vem à mente a realidade de grandes centros urbanos com suas múltiplas possibilidades de acesso. Mas as áreas rurais menos favorecidas que dependem do serviço celular caro atual, quando disponível, principalmente as propriedades produtivas que precisam escoar sua produção também para esses grandes centros informatizados, hein?

Claro que alguém poderia logo dizer que a comunicação via satélite seria ideal a exemplo do avanço tecnológico dos janopenes através do Kisuma, principalmente quando se tratam de áreas topograficamente acidentadas ou dispersas, coforme relatado aqui num outro artigo. Porém, é uma solução cara que nem todos têm disponibilidade para isso, ainda mais em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Daí, a saída barata e a curto prazo seria uma receita caseira, mas, está certo isso? Sim, pelo menos num projeto comunitário em pleno desenvolvimento por uma comunidade aberta já em fase de testes com o primeiro protótipo desse tipo.

Trata-se, portanto, de um produto semi-acabado cuja conclusão poderá ter também sua participação.Antenna

Experimentos nesse sentido estão sendo realizados nos Estados Unidos como projeto-piloto em áreas rurais e montanhosas, justamente onde há grande dificuldade de comunicação por parte dos meios tradicionais.

O projeto feito em casa envolve software de código aberto, energia solar, roteadores sem fio de baixo custo, rede Mesh, freqüências de rádio não licenciadas e tecnologia VoIP.

Embora essa pesquisa tenha começado meses atrás, Wirelesh, veterano em computação e idealizador do projeto, concluíu agora a primeira bateria de testes e está se preparando para chegar a um dos lugares onde ele espera instalar, por assim dizer, a primeira rede rural funcional nos moldes do projeto.

O objetivo deste projeto é prover meios de comunicação confiáveis e baratos a vilarejos em áreas montanhosas e isoladas em países em desenvolvimento.

O plano começa com projeto-piloto em escala reduzida para explorar o potencial dessas ferramentas e como podem ser usadas eficientemente numa área-alvo, ajudando assim a desenvolver um modelo de negócio sustentável.

A primeira fase do objetivo enfoca uma rede de aproximadamente dez vilas de forma a permitir conectividade vila-a-vila. A segunda fase será para conectar esta rede ao mundo externo para permitir comunicação com outras lacatidades, tais como a capital e outras cidades.

Se no nosso caso, no Brasil, essa tecnologia vai ser também usada em áreas urbanas é uma questão de estudo quanto à legalidade setorial e à viabilidade econônimca. Mas, convenhamos, o nosso contexto geral bem que aceitaria algo direfente principalmente para baixar os custos de comunicação via Internet tanto móvel quanto fixa.

Não se descarta também a possibilidade do uso de satélite, porém isso seria viável em países como Estados Unidos, no entanto, tal facilidade não se verifica em países da África, por exemplo. No Brasil, será que a Embratel aceitaria colaborar nesse sentido? Muito pouco provável. Por isso que a união de esforços com várias tecnologias de comunicação vem dando ênfase ao baixo custo e à exeqüibilidade do projeto em área rurais remotas e mal assistidas.

Acredita-se inclusive que com a conectividade campo-cidade até o setor de saúde sairia beneficiado através da medicina à distância. Cirurgias poderiam ser realizadas remotamente desde que os recursos necessários fossem disponibilizados. Parece algo desnecessário mas não é porque os médicos normalmente preferem trabalhar em centros urbanos onde a vida social é mais confortável e o interior não dispõe de muitas opções sociais nesse sentido.

O que mais chama a atenção nesse trabalho é o caráter participativo com código aberto a todos que sejam habilitados e interessados em participar com sua opinião, integração ou elaboração do projeto que nada mais é que a concretização de um sonho de milhões de pessoal em todo o mundo.

Qualquer um com experiência ou qualificação na área está convidado a participar e difundir a idéia onde for necessária. Parece que no vasto território nacional um meio de comunicação simples e barato seria bem-vindo.

Petrosky

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