WinXP: Uma Chance a Mais

Pressão de consumidores muda estratégia da Microsoft.

A descontinuidade total do XP estava programada para 30/06/2008, mas, após forte movimento a favor da permanência, a Microsoft resolveu prorrogar a continuidade das vendas do sistema operacional mais estável até o momento por mais tempo que o previsto, cujo prazo dependerá da versão do produto e da região do mundo em que é vendido.

Um abaixo-assinado de mais de 75.000 defensores do XP encabeçado pela Infoworld, assim chamado “Salve o XP“, sensibilizou a gigante do mercado a repensar sua decisão sobre a descontinuidade iminente, que chegou até a ser cogitada para fins de janeiro deste ano. É um verdadeiro movimento pró-XP composto por grandes organizações, negócios e consumidores, alegando uma série de motivos contra a migração forçada para o novo sistema operacional ainda engatinhando com dificuldades. Dentre os problemas levantados numa pesquisa elaborada em novembro de 2007, noventa por cento dos profissionais de TI estão seriamente preocupados com a chegada do Windows Vista por questões de instabilidade, incompatibilidade com vários aplicativos e custo de migração em termos de software e hardware. Isso gerou apreensão no mercado pois tais profissionais manifestaram falta de interesse em aconselhar seus clientes na instalação do novo sistema dando margem a outro alternativo.

Logo, a Microsoft, através de um porta-voz à Computerworld, tentou tranqüilizar o mercado afirmando que não será um corte total imediato conforme anunciado e sim descontinuidade gradual dependendo do produto e da região consumidora. Afirmou que certos segmentos de mercado como corporativo e emergente precisam de um pouco mais de tempo para assimilar a transição. Portanto, de modo geral, digamos, no primeiro mundo, o XP versão OEM estará disponível até 30 de junho de 2008; atendendo pequenas empresas, o XP poderá ser vendido em novas máquinas até 30 de janeiro de 2009. Já em mercados emergentes, inclusive o Brasil, o XP Starter Edition terá vida prorrogada até 30 de junho de 2010.

Se olharmos sob o prisma da demanda crescente de inovação tecnológica, logo diremos que esses opositores ao Vista andam na contramão do desenvolvimento da informática, pois a inovação constante seja lá em que área for visa aperfeiçoamento e melhoria de todo o conjunto. E quem não procura inovação perde mercado. Muitos avanços da ciência, por exemplo, dependem muito de inovação no campo da tecnologia da informação.

Queira ou não queira, a história se repete. Movimento semelhante aconteceu com a introdução do próprio XP cuja objeção foi maior ainda que a atual ao Vista. E agora podemos até afirmar que muitos dos seus opositores de ontem são seus defensores de hoje.

No entanto, na opinião da grande maioria dos consumidores do referido abaixo-assinado, prevalece a idéia de que não se mexe no que está certo, ou funcionando bem, uma vez que a mudança agora despenderia muito tempo e dinheiro em troca de vantagens duvidosas de um sistema operacional ainda não aceito totalmente pelos fabricantes de software. Ademais, são grandes vultos envolvidos e não necessariamente uma simples migração de sistema operacional.

O movimento anti-Vista continua e quem sabe ainda teremos alteração no planejamento estratégico da Microsoft quanto a esses prazos anunciados, uma vez que ela não estaria disposta a perder preciosa fatia de mercado para sistemas alternativos.

Petrosky

P. S.: Rejeição interna também.

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