Banda Larga do Espaço Branco, Melhor e de Baixo Custo

“Espaço Branco”: O Futuro da Internet, Sem Fio.

Quem pensa que WiFi e WiMax são a última palavra nesse gênero está enganado.

Autorizada, pelo FCC em 18 de janeiro de 2008, a segunda fase de testes com aparelhos protótipos que utilizam radiofreqüências intermediárias e não aproveitadas, espaço vago do espectro eletromagnético, assim chamado de “Espaço Branco”, entre as faixas de canais de TV.

O objetivo maior desses testes é saber se há interferência dos sinais transmitidos em escritórios, residências, empresas ou repartições públicas. Se vão afetar, por exemplo, rádios, aparelhos de TV ou de comunicação social. Se há ou não funcionalidade satisfatória em detrimento de outrem.

Em 2006, o FCC autorizou o uso do Espaço Branco para aparelhos fixos, porém negou aprovação à telefonia móvel. Essa decisão ficou pendente pela falta de avaliação quanto à interferência radioativa desses protótipos. Desta vez as chances de aprovação são maiores por contar com interesses de grandes grupos corporativos numa aliança denominada WIA. Só para citar algumas dessas empresas: Google, Microsoft, Hp e Dell, num total de 15 membros.

Se lá funcionar direito por que não dará certo também por aqui? É só aguardar para saber o resultado dentro de 2 a 3 meses, daí o FCC ditará as regras da distribuição e operação para então os fabricantes começarem a abastecer o mercado consumidor americano.

O que temos certeza é que a propagação do sinal de TV tanto em VHF quanto em UHF ultrapassa paredes, transpõe montanhas, atravessa árvores, penetrando longas distâncias com grande facilidade. Por que não utilizar esse Espaço Branco para transmissão de dados sem fio, conectividade de banda larga? A grande tacada dessa tecnologia é o baixo custo operacional e fácil penetração devido à propagação a longa distância das ondas próprias dessas freqüências, a exemplo do que acontece com os canais de TV, coisa que WiFi e WiMax não conseguem fazer. Assim seria possível a popularização em larga escala de aplicativos correlatos tanto fixos quanto móveis para impressoras, câmeras digitais, Laptops, Set-tops, PDAs, MP3 Players, para não estender muito a lista.

Observa-se que agora com a migração de canais de TV para a transmissão digital no Brasil, essa vacância de radiofreqüências tende a aumentar ainda mais, liberando largas faixas entre 54 MHz e 698 MHz. Portanto, nesse aspecto o momento é favorável para nós.

Como ficaria tudo isso no Brasil? A nossa legislação permitiria essa tecnologia com facilidade? Será que o nosso Espaço Branco é mais avantajado que dos americanos? O jeitinho brasileiro entraria em ação para burlar regras da Anatel? A pirataria aérea atrapalharia o setor? Os interesses de grandes grupos locais do setor permitiriam acesso imediato caso houvesse aprovação da tecnologia? O nosso custo operacional seria maior ou menor que o de outras tecnologias similares já instaladas? Há realmente interesse geral de todos nesse negócio? Seria essa modalidade de comunicação de dados tão popular quanto à televisão aberta neste País? Chega! Você pode sugerir outras indagações. Há muito que se ponderar a respeito.

Um pouco de questão lingüística. Já é comum a denominação WSD (White Space Device) para designar qualquer aparelho com essa tecnologia, devido a possível popularização desse serviço em todo o mundo. Certamente vai pegar como em exemplos conhecidos do tipo MPEG, lembra? Tem muito a ver com patente a nível mundial nesses casos. Com possível patente mundial teríamos Banda-larga WS. Tudo bem. Enquanto isso, para o título deste post, eu poderia usar o termo “Faixa Branca” em vez de “Espaço Branco”, só que parece ter conotação com algo ligado a caratê e não à radiofreqüência. Então, aqui vai uma sugestão que cai bem: “Banda Branca”, que tal? Assim, o título deste ficaria: Banda Branca, Melhor e Barata. Não, por enquanto, eu preferi o literal por mencionar o espaço ocioso ou em branco entre as freqüências de TV.

Até chegar ao Brasil certamente haverá um longo caminho a percorrer, mas contando que empresas multinacionais estejam interessadas na concretização dessa idéia, logo poderão tornar as coisas mais fáceis por aqui. Vai demorar um pouquinho, mas a partir da aprovação lá fora creio que poderemos pensar na possibilidade de contar com essa opção de comunicação em massa mais em conta e de qualidade.

Petrosky

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P.S.: 20/03/2008: Verizon Wirelss foi a grande vencedora do leilão da faixa dos 700 MHz. Saiba mais a respeito aqui.

P.S.: 24/03/2008: Google demonstra interesse na utilização do espectro do Espaço Branco. Afirma: “As ondas eletromagnéticas podem proporcionar enormes ganhos econômicos e sociais se usadas com mais eficiência…”. É aí que o “Android”, do Google, entra de carona.

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