Pela primeira vez na história esse fenômeno é observado em tempo real.
SN 2008D é a mais nova explosão estelar observada, por acaso, através do telescópio em órbita Swift, da NASA, que imediatamente alertou outros 8 telescópios e juntos passaram a presenciar o fenômeno.
O evento ocorreu em janeiro e publicado na Nature Magazine de amanhã, 22 de maio. Foi quando Alicia Soderberg e Edo Berger perceberam intensa luminosidade de raios X na explosão de uma supernova. Soderberg afirma: “nós estávamos no lugar certo, na hora certa e com o telescópio certo no dia 9 de janeiro e testemunhamos a história.” Ela acrescenta: “o sinal intenso dura apenas alguns minutos e daà a dificuldade de capturá-lo.” Caráter efêmero e imprevisÃvel, razão pela qual até então tal fenômeno ainda não tinha sido registrado por astrônomos.
Uma estrela vive sua vida numa ação equilibrada: a gravidade comprime o gás internamente, enquanto a energia da fusão nuclear força esse gás de volta para fora. Mas quando a estrela perde a energia, a gravidade supera as forças e a estrela subta e catrastoficamente entra em colapso. Em estrelas massissas, o ressalto dessa compressão rápida é uma explosão também massissa — a supernova.
RarÃssima mesmo a observação ‘ao vivo’. Soderberg estava usando o Swift para observar a emissão de raios gama remanescentes de uma supernova numa galáxia vizinha, quando, de repente, uma explosão de raios X resplandeceu ao lado. O clarão repentino de raios X distante durou apenas alguns minutos mas ela sabia do que se tratava. Por isso que ela declara: “Eu definitivamente ganhei na loteria astronômica.”
De acordo com a teoria, o núcleo ressaltou para fora, colidindo com a capsula externa da estrela e criando os raios X capturados pelo satélite Swift.
Petrosky